sábado, 5 de setembro de 2009

Me perdoe...

...pelas promessas não cumpridas, pelos olhares ensanguentados, pelas consoantes humilhantes, ameaçadoras, erroneas, perdidas. Me perdoe pelas atitudes decepcionantes; até mesmo as que se escondem da sabedoria alheia. Me perdoe pelos segredos contados, pelo sangue derramado, pelos sonhos, confianças, corações quebrados. Me perdoe por não conseguir falar quando calma, paciente, sóbria. Me perdoe pela cobrança, pela esperança, pelo desentendimento e auto-sofrimento. Me perdoe por não querer olhar para trás e não conseguir enxergar nada quando olho pra frente. Me perdoe pelas ações falsas, pela confiança não retribuida, pelo amor não correspondido. Me perdoe pela falta e exagero de sentimentos. Me perdoe por hoje não saber quem eu sou e envolver muita gente nisso.

Me perdoe pelo o que está por vir e por não conseguir mudar o que passou e o que é. Me perdoe, quando até mesmo eu não sou e nunca serei capaz de me perdoar.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Somedays I'm still fighting...

...to walk towards the lights.

Tinha esquecido o quanto me fazia bem aparecer aqui e colocar o que passa na minha cabeça. Ao invés disso fui guardando tudo dentro de mim e hoje fica difícil de contar, de colocar, de soltar.

Se eu pudesse te contar o meu medo, os meus segredos, talvez você já teria me ajudado. Acontece que está tudo bem, mas de vez enquanto ainda enxergo aqueles rostos, ouço aquelas musicas, sinto aquele frio. Me lembro das minhas decisões, e dói ver que não cumpri nenhuma. Fraca, é o que eu acho de mim. Forte, é o que eu quero que você me veja. As vezes eu tento entender por que o ruim acontece com os bons, com os que nunca fizeram nada pra machucar alguém e com os que têm que perdoar com frequência. Agora eu olho envolta de mim, tenho tudo o que muita gente gostaria de ter. Viro os olhos pra dentro de mim, falta muita coisa. Agora, eu só queria entender porque palavras e atitudes alheia influenciam tanto na vida de todo mundo, só queria saber isso.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O escuro, você foi quem fez.

E no meio da escuridão você tenta andar. Não olha para nada, além do seus pés no movimento mais escroto de quem nao sabe onde ir. Na escuridão, não há quem se estenda ao seu lado. Talvez deva testar a claridade, se bem que ao amanhecer você continua perdida. Respirou fundo uma, duas, três vezes. Não foi suficiente. Alguma maneira de acabar com isso? Talvez deva se olhar no espelho, lembrar dos elogios e chorar por ver que são todos um bando de mentira. Você ta perdida! Eu consigo olhar pra você, mas eles não conseguem. E se tem alguém acabando com o mísero, podre e acabado coração que lhe resta, são eles. O inferno não é depois da vida, ele está na sua frente. Há caminhos a escolher. Vá em frente, seja estúpida mais uma vez e caia no precipício da sua própria mente. Ou espere o tempo passar. Porque você se perdeu de vez, e não tem como eu dizer para seguir seu coração. Não precisa me dizer como ele bate, como não há ninguém pra te ouvir chorar, como você reza e tem esperança. Eu sei quem você é, um pedaço de algo que já não existe há muito tempo. Um pedaço de alguém que pode olhar pra frente, passar por cima de todos eles e ousar a rir ao final, ou morda-se os lábios e volte a andar no escuro. Lembre-se que há caminhos, e que o demônio e o bem estão dentro de você, basta escolher qual liberar.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Além do seu nariz.

Eles não andam. Um tem a perna paralizada, outro nem perna mais tem. Eles assistem e admiram a gente correr, andar, ficar de pé numa fila de um banco, enquanto a gente pensa "não aguento mais ficar de pé". Eles não enchergam. Um nasceu sem visão, outro perdeu. Eles desejam todos os dias poder ver a realidade em que eles "vivem", enquando a gente reclama do filme, da roupa alheia, da cidade. Eles não falam e não escutam. Na mais profunda agonia, têm que tentar espressar o que se passa. Mas ainda sim, apreciam a nossa atitute, a nossa igualdade. Enquanto a gente fala mal de todos, da vida e perdemos tempo ouvindo besteira. Eles não comem. Passam dias e dias apenas comendo ossos que aparecem na frente. Enquanto a gente reclama de barriga cheia, da sobra de ontem, da carne passada.
E a gente insiste em reclamar e reclamar, uma reclamação que nunca acaba. Enquanto muitos gostariam de ter nossas vidas. É o nariz que é grande, os dedos que são tortos, a orelha abanada, a pinta na bochecha. Deus não fez todos para serem iguais, cada um tem suas características, mas não importa quanta saúde a gente tenha, a gente vai continuar reclamando de tudo. Então olha ao seu redor, vê a mãe que dá de tudo pra te ver bem, vê as pessoas que te dariam o ombro quando você precisaria. Porque embora a vida seja cheia de problemas, a gente pode concertar. Já alguns, têm que viver de maneira diferente sem poder reclamar. Apenas valorize.


Acho que eu deveria reler meu próprio texto, não sou o melhor exemplo! haha .

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

De olhos fechados.

E quando eu lembro, apenas abaixo a cabeça e fecho os olhos. Sentada na janela, ouço o som das folhas ao vento, vejo as pessoas passar. Uns com sorriso de orelha a orelha, sem reclamações. Outros com seus problemas no fundo do peito e mantendo em silêncio, percebo, ninguém os grita aos sete ventos. Talvez assim que era pra ser. Talvez estejam apertando o passo pra chegar em casa, tirar o casaco, encostar numa parede, agaixar e começar a chorar. E perguntam "Porque eu?" ou então "Por que não eu?" - E nunca, nunca encontram a resposta. Rezam antes de dormir. Aguardam pelo sol do dia seguinte, com a esperança de um dia melhor. Finalmente um dia normal, mas o normal não faz apagar as angústias, e no meio do dia seus sorrisos são quebrados. E mais uma vez apertam os passos, e as mãos também, marcando as unhas em sua palma. Param no meio do nada, olhos voltados ao chão, perderam o ar. Olham para o céu e sabem que alguém está olhando e que os sonhos não se perderam, apenas estão em um lugar esperando, e uma lágrima cai. O que resta é andar novamente, com calma, em silêncio, com sua dor. Pelo menos por hoje, não farei parte desse grupo. Apenas vou ficar em minha janela, com a mente vazia. Abaixarei a cabeça e fecharei os olhos novemente escutando o som das folhas ao vento e sentindo o vento no rosto, sem mais ver as pessoas passar, sem mais pensar no que passei.

Mari contou.

Inspiração e fundo musical: Wash Away-Matt Costa

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O sorriso (inocente).

HISTÓRIAS CANADENSES PT. II
(baseado em fatos reais)

Ela era apenas mais uma garota da cidade, ainda bem novinha, mas com forte personalidade. Estava de castigo, não podia sair de sua casa. Estava tão intediada que ligou para o melhor amigo, ele insistiu para que ela saísse, mas ela repetia continuamente que não podia. Ele então comprou umas bebidas, pegou seu amigo e foram para a casa dela. Entraram pela porta de trás e foram direto para o subterrâneo (a maioria das casas canadenses tem um andar embaixo do térreo, onde é como um outro apartamento, e é lá que era seu quarto e de sua irmã). Começaram a conversar, os três, e beber. Bebida vai, bebida vem, ela já estava beijando seu melhor amigo.

Ela fazia e falava coisas sem pensar, coisas que ela não conseguiu lembrar nem no dia seguinte. Ela estava beijando e em uma fração de segundos ela se deparou com o indivíduo em cima dela. Ficou confusa porque foi como em um sonho, onde você se encontra em um lugar e de repente está em outro. Mas ao contrário do que eu pensava, ela não tentou parar. Sim, já estava acontecendo sua primeira vez, quando o amigo dele abriu a porta. Eles olharam, mas não pararam, pois não estavam com a consciência muito boa. O amigo começou a acariciar a menina e logo já estava participando. Era ela, ela e os dois. Quando percebeu a besteira que estava fazendo, levantou-se e foi pegar um copo de água. Quando ela voltou se deparou com os dois, sim, transando. E não, eles não pararam com a presença dela. Ela se virou, fechou a porta e nunca mais viu nenhum dos dois.

Talvez foi o maior trauma da sua vida, mas ela não parou aí, ela não para nunca.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Since u been gone

O poder de escolha nos faz livre, as decepções nos faz aprender e as mudanças que fazemos em nossas vidas nos faz crescer. Se prender a algo não vai te fazer mais feliz, precisar de alguém pra sobreviver não vai te fazer mais forte e deixar as oportunidades para amanhã não vai te fazer amadurecer mais cedo. Todos precisam de uma mão de vez enquando, mas é bom saber firmar o pulso pra levantar quando ninguém estiver por perto.

Mari contou.
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" Aqui está o fato, começamos como amigos
era legal, mas estavamos fingindo.
Você se dedicou, você teve tempo
não foi muito, até eu te chamar de meu.
E tudo que você me ouviu dizer,
Era como eu me imaginava com você
E aquilo foi tudo que você já me ouviu dizer!
(...)

Como eu me coloquei nisso, você me colocou
eu ainda senti alguma coisa por aquela estupida musica de amor
Como pode que eu nunca ouvi você dizer
"eu só quero estar com você" ?
Eu acho que você nunca se sentiu assim!

Mas desde que você se foi,
Eu posso respirar pela primeira vez,
Eu estou tão seguindo em frente
Graças a você agora eu tenho o que eu quero,
desde que você se foi! "

;)
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Recomendo: Ler "Sangue e balas de goma" do blog Contos, café e poesia!